Se você está em dúvida sobre quanto contribuir com o INSS em 2025, está na página certa. Aqui, o Guiadin vai esclarecer suas dúvidas e te ajudar a entender os valores, regras e como consultar suas contribuições de forma segura e atualizada. Afinal, o tempo corre para todo mundo, por isso, é indispensável garantir um futuro tranquilo para você e sua família.
Contribuir corretamente com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é essencial para obter benefícios como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte. Por essa razão, entender quanto contribuir com o INSS evita erros capazes de comprometer o período de contribuição e até de gerar prejuízos financeiros.
Quanto contribuir com o INSS?
A contribuição ao INSS varia conforme o tipo de segurado e a faixa salarial. Para aqueles classificados como Contribuinte Individual ou Facultativo, o valor é baseado nas alíquotas previstas no artigo 21 da Lei nº 8.212, de 1991.
Assim, são três as principais alíquotas para quem contribui por conta própria:
- 5%: para contribuintes facultativos de baixa renda, inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), como donas de casa e estudantes sem renda própria;
- 11%: para contribuintes individuais e facultativos que optam pelo plano simplificado, com recolhimento sobre o salário mínimo, mas sem direito à aposentadoria por tempo de contribuição;
- 20%: para os contribuintes individuais e facultativos que desejam contribuir sobre qualquer valor entre o salário mínimo e o teto previdenciário e garantir a aposentadoria por tempo de contribuição.
Já os trabalhadores com carteira assinada seguem a tabela progressiva, com alíquotas que vão de 7,5% a 14%, aplicadas conforme a faixa salarial.
Em 2025, o teto de contribuição foi reajustado para R$ 8.157,41, conforme a Portaria Interministerial MPS/MF nº 6, de 2025.

Entenda como funciona a contribuição da previdência social
A contribuição para o INSS é obrigatória para trabalhadores formais e opcional para autônomos, Microempreendedores Individuais (MEIs) e contribuintes facultativos.
Esses pagamentos garantem o direito à cobertura previdenciária, inclusive:
- Aposentadoria por idade ou por tempo de contribuição;
- Auxílio-doença e aposentadoria por invalidez;
- Auxílio-reclusão;
- Pensão por morte para dependentes;
- Salário-maternidade.
A contribuição é feita por meio da Guia da Previdência Social (GPS), meio também utilizado pelo MEI que deseja complementar o valor, além dos 5% sobre o salário mínimo, já pagos via DAS todo mês.
A forma de cálculo da contribuição mudou com a Reforma da Previdência (Emenda Constitucional nº 103/2019), ao adotar um modelo progressivo para trabalhadores com vínculo CLT.
Isso significa que a alíquota é aplicada por faixa de salário, e não mais sobre o valor total.
Passo a passo para consultar suas contribuições no INSS
Consultar suas contribuições é essencial para acompanhar o tempo de serviço e verificar se os pagamentos estão sendo feitos corretamente. Veja como fazer isso nas etapas a seguir.
Passo 1: acesse o site ou aplicativo Meu INSS
Visite o site Meu INSS ou baixe o aplicativo, disponível para Android e iOS.
Passo 2: faça login com sua conta Gov.br
Entre na plataforma com sua Gov.br, mas se não tiver uma conta, é possível criá-la gratuitamente.

Passo 3: selecione o “Extrato de Contribuição (CNIS)”
Esse documento mostra todos os vínculos empregatícios e contribuições feitas ao INSS, tanto como empregado quanto como contribuinte individual.

Passo 4: acesse os períodos e valores
É possível somente consultar as informações pela tela ou baixar o documento para o seu dispositivo.
Analise se há lacunas ou inconsistências. Caso encontre erros, é possível solicitar correção diretamente pelo Meu INSS ou agendar o atendimento presencial.
Manter esse controle é fundamental para garantir que, ao solicitar um benefício, todas as contribuições estejam corretamente registradas.

Tabela de contribuição do INSS em 2025
A tabela de contribuição do INSS para trabalhadores com carteira assinada em 2025 segue o modelo progressivo. Veja os valores atualizados:
| Faixa salarial (R$) | Alíquota (%) | Parcela a deduzir (R$) |
| Até 1.518 | 7,5% | Não há valor a deduzir |
| De 1.518,01 até 2.793,88 | 9% | 22,77 |
| De 2.793,89 até 4.190,83 | 12% | 106,59 |
| De 4.190,84 até 8.157,41 | 14% | 190,40 |
Como saber quanto o INSS vai descontar do salário?
Para calcular o valor exato, aplica-se a alíquota correspondente a cada faixa e subtrai-se a parcela dedutível. Vamos a um exemplo prático:
Imagine que um trabalhador com carteira assinada recebe um salário bruto mensal de R$ 3.000.
Como o salário de R$ 3.000 está na terceira faixa da tabela progressiva de 2025, é incidida a alíquota de 12% e subtrai-se a parcela dedutível de R$ 106,59. Veja:
- 12% de R$ 3.000 = R$ 360
- R$ 360 – R$ 106,59 = R$ 253,41
Portanto, o desconto de INSS sobre a remuneração bruta será de R$ 253,41, e o salário líquido após esse débito será:
- R$ 3.000 – R$ 253,41 = R$ 2.746,59
Esse modelo propicia maior justiça tributária, pois quem ganha menos contribui proporcionalmente menos.
Tabela progressiva do INSS promove a justiça tributária
Saber quanto contribuir com o INSS é essencial para assegurar seus direitos previdenciários e evitar erros nocivos ao seu futuro e o da sua família.
O modelo progressivo de contribuição possibilita que quem recebe menos pague proporcionalmente menos, o que promove mais justiça tributária. Dessa maneira, é possível planejar melhor a aposentadoria.
Para isso, acompanhe suas contribuições, mantenha os dados em dia, consulte o extrato regularmente e escolha a alíquota que melhor se encaixa na sua realidade, caso seja um contribuinte individual ou facultativo.



