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Benefício Variável Familiar: como funciona, valores e quem recebe

Benefício Variável Familiar
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O Bolsa Família se consolidou como a principal estratégia de combate à desigualdade no Brasil, ao se adaptar às necessidades específicas de cada núcleo doméstico. Um dos componentes estratégicos do programa social para garantir a saúde, segurança nutricional e o desenvolvimento de jovens e durante a gravidez é o Benefício Variável Familiar (BVF).

Esse acréscimo foi desenhado para oferecer um suporte financeiro extra em etapas da vida que demandam maiores investimentos, como a gestação, a amamentação e a fase escolar. Para ajudar você a entender esse bônus, o Guiadin detalha como esse recurso funciona e de que modo ele se integra ao valor base recebido pelas famílias brasileiras.

O que é o Benefício Variável Familiar?

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O Benefício Variável Familiar é um dos adicionais que compõem a estrutura financeira do Bolsa Família, criado para personalizar o atendimento social.

Diferentemente do valor fixo por família, esse complemento visa pessoas em específico, pois reconhece que gestantes, crianças e adolescentes possuem gastos mais elevados com alimentação, saúde e educação.

O objetivo central é assegurar um suporte mais efetivo aos lares onde há maior vulnerabilidade biológica e/ou social.

Ao destinar recursos específicos para tais grupos, o governo busca não apenas aliviar a pobreza imediata, mas também investir nas pessoas e no futuro.

Com isso, visa também incentivar a permanência dos jovens na escola e o acompanhamento de saúde adequado para as futuras mães.

Benefício Variável Familiar
Benefício Variável Familiar

Entenda como funciona esse adicional do Bolsa Família

O programa opera de modo cumulativo, portanto, uma única família pode receber múltiplos adicionais. Porém, isso depende de quantos integrantes se enquadram nas categorias assistidas.

O sistema do Cadastro Único (CadÚnico) identifica automaticamente essas condições, desde que os dados estejam devidamente atualizados no sistema municipal de assistência social.

O pagamento também ocorre mensalmente, junto à parcela regular do benefício, que segue o cronograma do último dígito do Número de Identificação Social (NIS).

O foco desse complemento é a composição da família: se há três adolescentes na casa, a família receberá o valor correspondente a cada um deles para potencializar o impacto do auxílio no orçamento doméstico.

Valor do Benefício Variável Familiar

Atualmente, a cifra estipulada para o BVF é de R$ 50,00 mensais por pessoa grávida e/ou entre 7 e 18 anos incompletos. Embora possa parecer uma quantia baixa, sua força reside na acumulação.

Por exemplo, em uma residência com uma gestante, um filho de nove anos e um adolescente, o acréscimo será de R$ 150,00 mensais com esse adicional específico, além da quantia mínima de R$ 600,00.

Dessa forma, o Bolsa Família não concede um benefício estático, mas sim uma soma variável baseada na realidade de cada lar, a fim de proteger sobretudo aqueles em fases críticas de crescimento e desenvolvimento.

Critérios e quem tem direito

Para ter direito ao BVF, a família precisa estar regularmente inscrita no CadÚnico e no programa social — com renda per capita de até R$ 218,00 —, e apresentar em sua composição os seguintes perfis:

  • Crianças e adolescentes: integrantes com idade entre 7 anos completos e 18 anos incompletos. Aqui, o foco é o suporte durante a fase escolar básica e a transição para a vida adulta;
  • Gestantes: mulheres com a gravidez confirmada e registrada no sistema público de saúde (SUS). O adicional visa auxiliar nos custos com alimentação reforçada e deslocamentos para o pré-natal;
  • Nutrizes: mães que amamentam os bebês (geralmente até o sexto mês de vida). O apoio é fundamental nesse caso para garantir a saúde da mãe e a qualidade do leite materno.

O pagamento depende do cumprimento das condicionalidades: gestantes devem realizar o pré-natal e os jovens precisam manter a frequência escolar mínima exigida pelo Ministério da Educação, além de tomarem suas vacinas.

Precisa fazer a solicitação para receber o aumento?

Uma dúvida muito comum entre os beneficiários é se existe algum formulário específico ou fila de espera para receber o Benefício Variável Familiar — a resposta é não. Não é necessário solicitar somente os bônus.

O processo é automático e baseado no cruzamento de dados. Quando a família atualiza o CadÚnico e notifica uma nova gestação ou um filho que completou 7 anos, o sistema do governo processa essas alterações.

No caso das gestantes e nutrizes, a informação também tem de constar no acompanhamento de saúde realizado pela Unidade Básica de Saúde (UBS) local.

Isso porque os dados do SUS alimentam a base do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), pasta responsável pela gestão do Bolsa Família e outros programas federais.

Portanto, a única “ação” exigida do beneficiário é a atualização do CadÚnico no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) para reportar as mudanças na família.

Outros adicionais liberados para quem recebe o Bolsa Família

Além do BVF, o programa conta com outras camadas de proteção que podem ser somadas ao orçamento familiar. Conhecê-las ajuda a entender por que algumas famílias recebem valores acima de R$ 900,00 ou R$ 1.000,00, confira:

  • Benefício Complementar (BC): caso a soma dos R$ 142,00 por pessoa não atinja o piso de R$ 600,00, o governo complementa com o BC para garantir que ninguém receba menos que esse mínimo;
  • Benefício Primeira Infância (BPI): são pagos R$ 150,00 para cada criança entre 0 e 6 anos completos. Esse bônus reconhece os primeiros anos de vida como os mais caros e cruciais para o desenvolvimento físico;
  • Gás do Povo: embora seja um programa à parte, ele é pago no mesmo calendário e utiliza a base do Bolsa Família para custear 100% do valor médio do botijão de 13 kg.

BVF visa um futuro com crianças e jovens bem desenvolvidos

O Benefício Variável Familiar se mostra, portanto, uma ferramenta de equidade, capaz de garantir uma quantia justa e proporcional ao tamanho e às necessidades específicas da estrutura familiar brasileira em 2026.

Dessa maneira, o BVF propicia uma gestação saudável para a mãe e a criança, além de manter isso durante a amamentação até os estágios cruciais de desenvolvimento, como infância, adolescência e juventude. 

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