Em poucos dias, começa o prazo para a declaração do Imposto de Renda referente ao ano de 2025. Enquanto a Receita Federal não autoriza o envio das declarações, os contribuintes — que são obrigados a declarar — podem começar a separar os documentos para o IRPF 2026 a fim de evitar o risco de cair na malha fina, por erro de documentos, agilizar o envio da declaração e da restituição.
No artigo de hoje, o Guiadin traz as principais informações atualizadas sobre o IRPF de 2026 e uma lista de como você pode começar a preparar a documentação para fazer a sua declaração. Aproveite esses próximos dias para reunir os dados de que você precisa e se organizar para não cometer erros na declaração.
Lista dos principais documentos para o IRPF 2026
A organização prévia dos documentos para o IRPF 2026 é essencial para evitar que os contribuintes caiam na malha fina.
Por isso, é importante reunir os documentos que comprovem os dados pessoais, gastos financeiros e patrimoniais.
Documentos pessoais básicos
Esses são os documentos essenciais para dar início à declaração do Imposto de Renda. Você deve ter em mãos as seguintes informações:
- CPF e documento oficial com foto;
- Comprovante de endereço atualizado;
- Número do título de eleitor (quando solicitado);
- Dados bancários para restituição ou débito;
- CPF dos dependentes, inclusive o das crianças;
- Data de nascimento dos dependentes.
Comprovantes de rendimentos
O Informe de Rendimentos é indispensável porque consolida todos os rendimentos, tributos retidos na fonte, 13º salário e deduções de um ano-calendário, garantindo a precisão dos dados.
Ele evita que o contribuinte caia na malha fina por divergências de informações com o Fisco e assegura o preenchimento correto da declaração. Entram nessa categoria os seguintes documentos:
- Informe de rendimentos das empresas: salários, pró-labore, aposentadoria ou pensões;
- Informe de instituições financeiras: extratos de contas correntes, poupanças e aplicações financeiras (ações, fundos etc.).
- Aluguéis: recibos ou informes de imobiliárias sobre aluguéis recebidos ou pagos;
- Outros rendimentos: comprovantes de heranças, doações ou rendimentos de programas de nota fiscal.
Comprovantes de bens e dívidas
Outra exigência de documentos para o IRPF 2026 é apresentar os comprovantes de bens e dívidas. Eles explicam para a Receita Federal como o patrimônio evoluiu ou diminuiu ao longo do ano.
Os documentos servirão para comprovar que houve aumento ou queda no patrimônio. Veja o que você deve apresentar:
- No caso de imóveis/veículos: escrituras, contratos de compra e venda ou o Documento Único de Transferência (DUT);
- Bancos/corretoras: informe de Rendimentos Financeiros, que detalha saldos em conta corrente, poupança e investimentos em 31/12;
- Empréstimos: contratos bancários ou documentos assinados que comprovem o valor total da dívida e quanto foi pago no ano;
Comprovantes de despesas dedutíveis
Os documentos para o IRPF 2026 que se enquadram na categoria de comprovantes de despesas dedutíveis servem para reduzir legalmente o valor do imposto a pagar ou aumentar sua restituição.
Ao apresentar esses comprovantes, você subtrai esses gastos do seu rendimento total. Isso pode fazer com que você receba de volta parte do imposto que foi retido na fonte ao longo do ano.
Para que o gasto seja aceito, o comprovante deve conter obrigatoriamente o nome, CPF ou CNPJ do prestador, o nome do beneficiário e a data. Veja quais documentos podem ser utilizados:
- Saúde: inclui médicos, dentistas, psicólogos, hospitais e exames;
- Educação: válido para ensino infantil, fundamental, médio, superior e cursos técnicos.
- Previdência privada (PGBL): permite deduzir até 12% da sua renda bruta tributável;
- Pensão alimentícia: dedutível integralmente, desde que estabelecida por decisão judicial ou escritura pública.

Mudanças importantes na declaração do Imposto de Renda em 2026
Além de ficar de olho na lista de documentos para o IRPF 2026, é preciso ficar atento às mudanças que costumam ocorrer. Embora as regras gerais permaneçam estáveis, alguns pontos merecem atenção neste ano:
- Digitalização cada vez maior: cruzamento automático de dados bancários, médicos e educacionais;
- Mais rigor na conferência de despesas médicas, que seguem entre as principais causas de fiscalização;
- Integração com dados financeiros enviados diretamente por instituições à Receita;
- Necessidade de revisar investimentos, principalmente renda variável e aplicações no exterior;
- Valorização do preenchimento pré-preenchido, que reduz erros, mas exige conferência cuidadosa.
Declaração pré-preenchida
A declaração pré-preenchida é a principal facilidade tecnológica da Receita Federal para simplificar o IRPF 2026.
Ela funciona como um “rascunho avançado”, no qual o sistema importa automaticamente dados que o governo já possui de outras fontes.
O sistema preenche automaticamente campos que antes exigiam digitação e conferência manual, como:
- Rendimentos: salários e pró-labore informados pelas empresas;
- Saldos bancários: valores em conta-corrente e investimentos em 31/12, vindos das instituições financeiras;
- Despesas médicas: pagamentos feitos a dentistas, médicos e hospitais que emitiram nota fiscal eletrônica ou recibo digital;
- Bens e dívidas: histórico da declaração anterior e informações de imobiliárias e cartórios.
Prioridade na restituição
O uso da declaração pré-preenchida coloca o contribuinte em um grupo prioritário para receber a restituição.
Em 2026, quem utiliza essa modalidade, especialmente se optar por receber via Pix com chave CPF, tende a receber o dinheiro nos primeiros lotes, logo após os grupos legais.
Programe-se
A preparação para o IRPF 2026 começa muito antes do envio da declaração, reunindo corretamente os documentos obrigatórios.
Revisar informações financeiras e manter registros organizados é o que garante uma entrega tranquila e sem dores de cabeça com a Receita.
Comece agora a montar sua pasta do Imposto de Renda. Quanto antes você organizar, mais simples será declarar.



