É hora de falar sobre uma coisa que o adolescente começa a olhar com mais atenção: o primeiro emprego com carteira assinada. O Jovem Aprendiz conecta estudo e trabalho numa trilha guiada: contrato CLT, curso de aprendizagem e prática em uma empresa de verdade. O combo dá experiência, renda e aquela virada no currículo que abre portas.
O Guiadin chega agora com o objetivo de tirar a burocracia do caminho para facilitar a vida dos jovens que estão buscando o primeiro emprego. Vamos falar tudo sobre o Jovem Aprendiz: o que é, como funciona, quem pode participar, direitos, salário por jornada, onde caçar vagas, como montar um currículo e como se matricular no curso de aprendizagem. Vem!
O que é o Jovem Aprendiz e para que serve?
O programa Jovem Aprendiz é uma política de aprendizagem profissional que mistura teoria e prática.
Na teoria, o participante faz um curso de aprendizagem em entidade formadora (SENAI, SENAC, escolas técnicas, organizações habilitadas).
Na prática, trabalha numa empresa contratante por tempo determinado, com carteira assinada e direitos da CLT.
O objetivo é formar para o mercado, trabalhando com acompanhamento e conteúdo planejado.
Esse formato existe para dar o primeiro acesso ao mundo do trabalho sem pular etapas.
Tem jornada reduzida para não atropelar a escola, proíbe horas extras e ambientes perigosos para menores e estabelece tutoria tanto no curso quanto na empresa.
Resultado: aprendizado de verdade, renda mensal e portas abertas para seguir carreira.

Entenda como funciona o programa
O caminho tem três atores: empresa, entidade formadora e aprendiz. A empresa contrata, a entidade dá o curso e o aprendiz roda os dois ambientes.
O contrato é especial, com prazo máximo de 2 anos (PcD não tem limite máximo de idade e pode ter regras específicas).
A formação é “metódica”: conteúdos sobem de nível ao longo do tempo e as atividades práticas acompanham essa evolução.
Jornada? Até 6 horas por dia para quem ainda estuda no ensino fundamental ou médio.
Até 8 horas para quem já concluiu o ensino médio, desde que a carga inclua as horas teóricas.
Proibição de horas extras vale para todos. Menores não podem estar expostos a atividades perigosas/insalubres.
Nesses casos, a prática vai para ambiente protegido da entidade formadora ou a empresa direciona para setores seguros.
Empresas médias e grandes têm cota de aprendizes: entre 5% e 15% do total de funções que exigem formação profissional.
Isso cria vagas recorrentes ao longo do ano. Micro e pequenas empresas podem ser dispensadas da cota, mas muitas aderem por estratégia de formação de talentos.

Quem tem direito a participar do programa?
O recorte de idade, de 14 a 24 anos incompletos, coloca foco no início de carreira. Pessoa com deficiência não tem limite máximo de idade.
O contrato exige matrícula e frequência escolar para quem ainda não concluiu o ensino médio e inscrição em curso de aprendizagem reconhecido.
Importante lembrar: estágio é outra história. O Jovem Aprendiz é emprego CLT com curso obrigatório.
O que é preciso para ser um jovem aprendiz
Antes de sair mandando currículo, é importante conferir três caixinhas: idade, escolaridade e disponibilidade de horário.
A empresa costuma pedir documentos básicos e, em alguns processos, carta de apresentação simples.
Entidade formadora e empresa vão guiar a matrícula no curso, então o foco inicial é atender aos requisitos e mandar bem na seleção.
Pré-requisitos mínimos
São alguns, como:
- Idade: de 14 a 24 anos (PcD sem limite máximo);
- Escola: matrícula e frequência no ensino regular quando ainda não concluiu o médio;
- Curso: inscrição em programa de aprendizagem habilitado (orientada pela empresa/entidade);
- Disponibilidade: 4h a 6h diárias (ou até 8h para quem concluiu o médio, incluindo horas teóricas);
- Documentos: RG, CPF, comprovante de escolaridade, Carteira de Trabalho (física ou digital) e comprovante de endereço.
Benefícios CLT oferecidos para quem é jovem aprendiz
A lista, claro, é daquelas que fazem diferença:
- Salário proporcional à jornada (base salário-mínimo/hora ou piso mais favorável);
- FGTS com alíquota de 2% (contrato de aprendizagem tem regra própria);
- 13º salário, férias (para menores, coincidem com as férias escolares; para maiores, preferência por coincidir), INSS e vale-transporte;
- Anotação em Carteira e tempo de contribuição contando para a previdência;
- Curso de aprendizagem sem custo para o aprendiz, com certificado ao final;
- Acompanhamento de instrutor/professor e tutor na empresa.
Extras podem aparecer conforme empresa e convenção coletiva: vale-refeição, plano de saúde, programas internos de formação e banco de talentos para efetivação.
Veja como é calculado o salário do Jovem Aprendiz
O piso legal usa o salário-mínimo/hora como base. Em 2025, o mínimo nacional é de R$ 1.518, o que dá R$ 6,90 por hora (cálculo: 1.518 ÷ 220).
O salário mensal do Jovem Aprendiz nasce de uma continha simples: valor-hora x horas da jornada no mês. Muitos RHs usam a equivalência horas semanais x 4,333 para chegar ao mês.
Observação importante: pisos de categoria profissional ou acordos coletivos podem elevar o valor. Algumas empresas pagam acima do mínimo como política de atração.
Salário para jornada de 4 horas diárias
Quatro horas por dia costumam equivaler a 20 horas semanais. Usando a prática de RH (semanal x 4,333), o mês fica próximo de 86,7 horas.
Multiplicando por R$ 6,90, sai R$ 598,00 (aprox.). Entrou piso setorial maior? O valor sobe.
Salário para jornada de 6 horas diárias
Seis horas por dia dão 30 horas semanais. Feitas as contas, o mês fecha em algo como 130 horas. Com R$ 6,90/hora, vem R$ 897,00 (aprox.). Vale lembrar: jornada de 6h contempla as horas teóricas do curso.
Salário para jornada de 8 horas diárias
Oito horas por dia equivalem a 40 horas semanais e 173,3 horas/mês. Multiplicando por R$ 6,90, chega em R$ 1.196,00 (aprox.).
Atenção: essa jornada só cabe para quem já concluiu o ensino médio e deve incluir as horas teóricas do curso. Horas extras não entram em contrato de aprendizagem.
Como se inscrever no programa Jovem Aprendiz: passo a passo
Existe um mito de “cadastro nacional” que aprova todo mundo de uma vez. Realidade: as vagas são abertas pelas empresas ao longo do ano, e a matrícula no curso de aprendizagem acontece junto com a contratação.
O melhor caminho mistura portais corporativos, entidades formadoras e agências de integração.
Mapear entidades formadoras e setores de interesse
Escolher áreas que empolgam (administração, logística, TI, varejo, indústria) e listar entidades que oferecem cursos por perto (SENAI, SENAC, escolas técnicas, organizações habilitadas).
Em geral, essas instituições divulgam turmas e processos seletivos vinculados a empresas parceiras.
Criar contas nos portais certos
Abrir cadastro em portais de carreiras das empresas-alvo, em agências de integração (CIEE, IEL, outras regionais) e nos sites das entidades formadoras.
Completar perfil com escolaridade, disponibilidade de horário, bairro/cidade, telefone e e-mail que você realmente acessa.
Preparar um currículo direto e honesto
Currículo de aprendiz brilha com escola, cursos livres, projetos pessoais (robótica, feira de ciências, olimpíadas escolares, cursos on-line), voluntariado e habilidades (Excel básico, comunicação, organização, vontade de aprender).
Ativar alertas e rotina de candidatura
Deixar alertas de vaga por e-mail e app para não perder janela. A melhor estratégia é separar 15 minutos por dia para checar novidades e mandar candidaturas. Provas on-line e dinâmicas costumam ter prazos curtos.
Organizar a documentação
RG, CPF, Carteira de Trabalho Digital, comprovante de escolaridade, comprovante de residência e, quando a empresa pedir, declaração de matrícula. Pastinha no celular/computador com tudo em PDF agiliza qualquer etapa.
Entrevista e matrícula no curso
Entidade formadora e empresa explicam jornada, escala, bolsa-salário e roteiro do curso. Com aprovação, rola assinatura do contrato de aprendizagem e a matrícula no curso acontece em seguida, pela própria entidade.
Maneiras de como consultar vagas de Jovem Aprendiz
Vaga boa não cai do céu, mas aparece em lugares previsíveis. O segredo está em montar um radar e olhar sempre.
Portais de empresas participantes
Grandes redes de varejo, bancos, indústrias e logística mantêm páginas de carreiras com filtro “Jovem Aprendiz”.
Além de consultar, é importante cadastrar o currículo e ativar alertas por cidade/bairro. Empresas com unidades espalhadas pelo país abrem processos o ano inteiro.
Aplicativos de busca de emprego
Apps e sites de emprego listam processos de aprendiz com filtros por jornada, área e região.
Recurso: salvar buscas e receber notificação no celular. Muitos RHs publicam primeiro nesses canais e depois replicam em redes sociais.
Agências de integração como CIEE
CIEE, IEL e congêneres regionais fazem a ponte entre jovem, empresa e entidade formadora.
Além de vagas, oferecem trilhas de capacitação on-line para treinar para entrevistas, testes e dinâmicas. Cadastro completo aumenta a chance de ser chamado com rapidez.
Como fazer um currículo de jovem aprendiz
Currículo de uma página funciona muito bem. Que tal um esqueleto fácil de preencher?
- Cabeçalho: nome, cidade/bairro, telefone e e-mail;
- Objetivo: “Jovem Aprendiz em [área], com foco em [atividades].”;
- Formação: escola, série/ano ou conclusão do médio e cursos livres relevantes (informática, atendimento, logística, programação);
- Projetos/atividades: participação em feira de ciências, grupo de estudos, grêmio estudantil, olimpíadas do conhecimento, iniciação científica júnior;
- Experiências (quando existir): trabalhos eventuais, voluntariado, ações da comunidade (organização, atendimento, liderança);
- Habilidades: pacote Office/Google, digitação, comunicação, organização, pontualidade, responsabilidade;
- Links (opcional): portfólio para quem programa, LinkedIn para quem já criou perfil.
Duas dicas: clareza e verdade. Quem lê precisa entender rápido o que você sabe fazer e onde quer chegar. Aquela história de “inglês fluente” sem ser verdade derruba a confiança.
Calendário de inscrições para o programa Jovem Aprendiz
Não existe calendário nacional único. As empresas abrem vagas conforme planejamento interno e ciclos de turma das entidades formadoras. O que dá para antecipar:
- Picos por setor: comércio e logística ampliam vagas em períodos de alta (volta às aulas, Dia das Mães, Black Friday, fim de ano);
- Ciclos de turma: SENAI, SENAC e entidades parceiras costumam abrir turmas em início de semestre e em entradas adicionais durante o ano;
- Rotatividade natural: contratos têm prazo e, ao terminar, surgem novas vagas para repor aprendizes.
Como realizar a matrícula no programa Jovem Aprendiz
Matrícula no curso de aprendizagem anda colada com a contratação pela empresa. O roteiro que preparei mostra como a coisa acontece no mundo real.
Receber a carta de encaminhamento/termo da empresa
Após aprovação, a empresa ou a entidade formadora envia documentos de encaminhamento para a matrícula: dados do contrato, jornada e o curso correspondente.
Levar documentos à entidade formadora
RG, CPF, comprovante de escolaridade, comprovante de residência e, quando solicitado, foto 3×4. As entidades confirmam vaga, turma e cronograma.
Assinar o contrato de aprendizagem
Contrato CLT com data de início, jornada, salário, curso e duração. Anotação na Carteira de Trabalho Digital e registros internos da empresa completam a formalização.
Iniciar o curso e a prática
Calendário teórico e prático caminham juntos. As horas teóricas contam na jornada diária e semanal. Faltas injustificadas podem comprometer o contrato,
Perguntas frequentes
Para fechar, vamos às perguntas mais comuns sobre o programa Jovem Aprendiz.
O que fazer se não encontrar vagas disponíveis?
Estratégia é o jogo. Vale ampliar a área (administrativo, atendimento, estoque, TI), cadastrar-se em mais de uma entidade formadora, visitar portais de carreiras de empresas da sua região e ativar alertas.
Contato com CIEE/IEL costuma render convites rápidos assim que novas turmas abrem.
Cursos on-line curtos (Excel básico, atendimento, lógica de programação) deixam o currículo mais competitivo.
Quais documentos são necessários para se inscrever no programa?
RG, CPF, Carteira de Trabalho (digital), comprovante de escolaridade, declaração de matrícula (para quem ainda estuda), comprovante de residência e, quando pedido, carteirinha de vacinação ou foto.
A empresa/entidade formadora informa o checklist certinho no edital ou no contato por e-mail.
O programa Jovem Aprendiz está disponível o ano inteiro?
Sim, no sentido de existir continuamente. Vagas são abertas ao longo do ano conforme cotas, turmas e demandas de cada empresa.
A melhor tática é a rotina de busca curta e constante: 10–15 min por dia de olho nos portais agilizam a chance de entrar.
Posso participar do programa se já tiver experiência profissional?
Pode, desde que atenda aos requisitos de idade e escolaridade e não haja impedimento específico no edital da empresa.
Experiência anterior ajuda na entrevista. O formato de aprendizagem continua válido, por ser um contrato de formação.
Como saber se fui selecionado para uma vaga?
Empresas e entidades formadoras avisam por e-mail e/ou WhatsApp. Áreas do candidato nos portais também mostram status (“em análise”, “classificado”, “em banco de talentos”).
Organização simples resolve: checar spam, manter telefone ativo e responder rápido quando o contato chegar.
Primeiro passo com chão firme
O programa Jovem Aprendiz entrega experiência real com carteira assinada, formação guiada e rede de apoio.
O caminho passa por entender como funciona, ajustar expectativa de salário e jornada, ativar canais de vagas e caprichar no currículo.
A partir daí, a rotina é de prática + aula, com gente te acompanhando no processo.
Então, comece a listar entidades formadoras por perto, abrir cadastro em CIEE/IEL e nas páginas de carreiras das empresas que você admira, montar um currículo de uma página e ativar alertas por cidade.



