Orçamento apertado e aluguel pesando no fim do mês? Calma, pois é possível solicitar o Aluguel Social por vias oficiais, com um roteiro claro, documentos simples e sem pagar taxa para terceiros. O objetivo do Guiadin é abrir o caminho, explicar como funcionam os programas municipais e estaduais, e mostrar que solicitar o Aluguel Social pode ser bem mais simples do que parece.
O processo começa, como sempre, no Cadastro Único (CadÚnico) e passa por avaliação técnica da assistência social. Com as peças alinhadas, como dados atualizados, documentos na mão e o canal certo, o pedido anda. Bora saber tudo com um guia completo sobre como solicitar o Aluguel Social? Vem!
Onde solicitar o Aluguel Social?
Aluguel Social (também chamado de auxílio-aluguel, benefício moradia, bolsa-aluguel) é uma política local.
Quem organiza e paga o benefício, na maioria dos casos, é a prefeitura (secretaria de assistência social ou de habitação) ou o governo estadual (habitação/assistência).
A porta de entrada costuma ser o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), a Defesa Civil do município ou uma plataforma oficial do governo local. Programas têm nomes e regras que mudam de cidade para cidade.
Em capitais, há pedidos pela web (portais de serviços), além do atendimento presencial.
Em estados com programas próprios, o site da secretaria de habitação/assistência costuma indicar formulário, edital e prazos.
Canais presenciais (CRAS, assistência e Defesa Civil)
O atendimento no CRAS é onde começa o processo. A equipe confere CadÚnico, orienta documentos, agenda visita técnica (quando necessário) e encaminha o pedido ao setor responsável.
Em situações de desastre ou interdição do imóvel, a Defesa Civil emite laudo/declaração, um documento que pesa muito na hora de solicitar o Aluguel Social.
Canais digitais (portais oficiais da prefeitura/estado)
Muitos municípios oferecem abertura on-line: protocolo, anexos e acompanhamento de status em um painel oficial. Excelente para quem já tem CadÚnico atualizado e só precisa protocolar a situação.
Portais costumam exigir login gov.br ou cadastro local. Atenção à lista de documentos digitalizados antes de começar.
Documentos básicos mais pedidos
Em geral, pedem: RG e CPF de todos os moradores, comprovante de residência, NIS (do CadÚnico), comprovantes de renda e, quando for o caso, laudo/declaração da Defesa Civil ou documento de remoção por obra pública.
Em programas voltados a mulheres com medida protetiva, entram documentos da justiça/delegacia da mulher.

Passo a passo de como solicitar o benefício
É importante lembrar que os fluxos variam, mas o conceito é parecido em quase todo lugar. Então, bora ver um caminho que é praticamente padrão para solicitar o aluguel social.
Confirmar/atualizar o Cadastro Único
Abra o app CadÚnico, que está disponível para Android e iOS, e veja se o cadastro está “Atualizado”. Endereço antigo, renda desatualizada ou mudança na composição familiar complicam a análise.
Atualização feita recentemente? Melhor ainda. O avaliador enxerga as informações corretas já no início.
Reunir documentos
Deixe uma pastinha pronta com: documentos com foto e CPF de todos, comprovante de residência, NIS, comprovantes de renda e laudos/declarações (Defesa Civil, interdição, remoção, medida protetiva).
Abrir o pedido no canal certo
Entre pelo CRAS do bairro, Defesa Civil (quando houver desastre/interdição) ou portal oficial do município/estado.
No presencial, peça o número do protocolo. No digital, salve o print da tela ou o e-mail de confirmação. Quem pretende solicitar o Aluguel Social com rapidez precisa guardar esses protocolos.
Realizar a entrevista/visita técnica
A equipe técnica avalia a situação socioeconômica e as condições do imóvel. Em casos de calamidade, laudos agilizam a decisão.
Em outras situações, a visita verifica vulnerabilidade, renda e composição familiar. Transparência ajuda muito: dados coerentes e documentos em ordem aceleram o parecer.
Aguardar análise e eventuais exigências
Muitas prefeituras emitem exigências. O prazo para responder costuma ser curto. Vale deixar os arquivos digitalizados no celular para anexar na hora.
Quem pretende solicitar o Aluguel Social com menos ruído ganha tempo respondendo à exigência no mesmo dia.
Receber a decisão e entender as condições
Aprovado? O comunicado traz valor, prazo de duração (ex.: 3, 6 ou 12 meses), condições (atualizar aluguel, manter CadÚnico em dia, avisar mudança) e o canal de pagamento (conta, cartão, ordem bancária).
Em alguns lugares, o pagamento cai no nome do responsável familiar, enquanto, em outros, a prefeitura deposita direto no locador.
Acompanhar o pagamento e planejar a renovação
O benefício é temporário e depende de reavaliação. Agenda, desde já, um lembrete para 30 dias antes do fim: hora de reunir comprovantes, atualizar o CadÚnico (se algo mudou) e pedir a prorrogação, quando prevista em norma.
Saiba quem tem direito ao Aluguel Social
O público-alvo muda conforme o programa, mas existe um conjunto de situações que aparece em praticamente toda legislação local.
Geralmente entram famílias:
- Desalojadas/desabrigadas por desastres naturais (enchentes, deslizamentos, vendavais);
- Removidas de áreas de risco ou com imóveis interditados pela Defesa Civil;
- Desalocadas por obra pública de urbanização/habitação (com direito a atendimento habitacional provisório);
- Em vulnerabilidade socioeconômica grave, comprovada por estudo social;
- Mulheres com medida protetiva (em políticas específicas), para garantir moradia segura.
Critérios de renda e de residência
A régua de renda costuma mirar baixa renda, com recortes frequentes de até ½ salário mínimo per capita.
Alguns estados/municípios exigem tempo mínimo de residência no local (ex.: 2 ou 3 anos) para evitar fraudes de migração. Em calamidades, o recorte pode ser flexibilizado com prioridade para quem perdeu tudo.
Documentos que “pesam” na análise
Laudo da Defesa Civil (interdição ou área de risco), boletim de ocorrência e medida protetiva (em políticas para mulheres), declaração de remoção por obra pública e comprovantes de renda.
Qual o prazo para o benefício ser liberado?
Não existe um único prazo para o país inteiro. A liberação depende do fluxo local, do volume de pedidos, de calamidades em curso e de eventuais editais.
Em geral, o caminho vai de algumas semanas a alguns meses. Em desastres de grande porte, prazos tendem a encurtar, já que a prioridade muda e as equipes são reforçadas.
Como a fila anda (triagem e prioridade)
Triagem costuma priorizar famílias desabrigadas, idosos, crianças, pessoas com deficiência e situações de risco imediato.
Municípios podem operar com comissões que dão prioridade técnica e publicam listas. Em programas estaduais, há janelas de inscrição com cronogramas próprios.
Liberação e pagamento
Aprovado o pedido, a liberação pode ocorrer por lote. O pagamento normalmente cai em conta indicada ou cartão/ordem bancária.
Alguns lugares exigem apresentar contrato de locação (ou carta de intenção do locador) para a primeira liberação. Em benefícios com pagamento direto ao proprietário, a prefeitura pede dados bancários do locador.
Renovação e prorrogação Benefício vence?
Hora de renovar, mas só quando a norma permite. Exigem-se comprovantes atualizados de aluguel, CadÚnico em dia, eventuais novos laudos e, às vezes, declaração do locador.
A prorrogação pode ser negada se a família não apresentar documentação, mudar de cidade sem avisar ou melhorar de renda acima dos critérios.
Pedido no eixo, aluguel no lugar
A informação certa no canal certo é meio caminho andado. Solicitar o Aluguel Social deixa de ser algo complexo quando CadÚnico está em dia, documentos estão prontos e o protocolo nasce onde precisa nascer: no CRAS, na Defesa Civil ou no portal oficial.
A partir daí, a fila anda com transparência, e a equipe técnica consegue priorizar as famílias que mais precisam.



